Veneza

Uma coisa com certeza é verdade: Veneza é única. Não acredito que exista nada de parecido no mundo. Uma cidade antiga, que por séculos tem sobrevivido entre as águas, onde em algumas das casas a porta dá de cara pro mar, só é possível entrar de barco. O novato apenas ficou chateado porque, por algum motivo ainda não descoberto, perdeu parte de suas fotos (ironicamente as melhores). Mas ainda assim, com um acervo de 200 cliques, foi possível fazer um passeio muito bem aproveitado de 2 dias em Veneza.

Antes, porém, vamos falar um pouco sobre a Itália. Definitivamente, estamos em outro país, talvez até mesmo em outra Europa. Não sei se faz parte da pronúncia do italiano, mas todo mundo tem que falar alto por aqui. E muitas vezes, isso soa mal educado. Mesmo o pessoal que lida diretamente com os turistas parece não ter o hábito de falar em inglês. Eles gritam 3 vezes em italiano com você e depois de se certificarem que você não entende italiano e também não é surdo, eles dizem alguma coisa em inglês, e aí você finalmente compreende o recado. Isso aconteceu comigo em uma das travessias de barco pelos canais. Provavelmente por motivos de segurança, não é permitido permanecer no barco com a mochila nas costas. Entretanto, isso só é visível em um anúncio de 20 cm, sem qualquer palavra (tem apenas e desenho de um homenzinho em pé, com uma mochila nas costas, e um X vermelho). Depois da italiana gritar comigo 3 vezes em italiano, ela me disse “please, Sir, put your bag down, check de advise”. Além disso Ao novato resta apenas dar boas risadas desta situação. Outra coisa que muda muito por aqui são os cheiros. As massas cheiram maravilhosamente bem, e passar em frente a um restaurante italiano é uma tentação. Infelizmente não se pode dizer o mesmo dos banheiros. Até agora são os piores que encontrei na Europa…

Bem, todos sabem que Veneza não tem ruas, mas sim canais. Assim todos os trajetos mais longos são feitos de barco ou nas gôndolas. Os barcos correspondem aos ônibus de transporte público (inclusive tem as linhas de barco, com as paradas e tudo mais); as gôndolas, aos taxis. E ambos são caros. Alíás, Veneza é uma cidade cara, isso é perceptível nos visuais luxuosos das pessoas. Para alguém de mochila nas costas, é negócio é caminhar por onde puder, fazer as travessias pelas pontes e curtir cada detalhe do visual da cidade, que tem todo o seu mistério e encanto. E dito isso, iniciamos nossa caminhada. Digo “iniciamos” porque hoje a menção honrosa do blog vai para a Marina e o Juan, um casal de mexicanos que conheci no hostel e estiveram comigo durante o passeio, dividindo muitas despesas e tirando muitas fotos.

A caminhada não é longa, mas é fácil se perder em tantas ruas e vielas muito parecidas. A gente tenta se orientar por um mapa e pela direção do sol. A cidade é formada por pequenas ilhas, e se estamos a caminhar, as travessias devem ser feitas pelas pontes, de modo que muitas vezes é preciso dar uma volta boa para se visitar alguma construção específica. Mas é exatamente isso que torna o passeio interessante. A cada esquina, você pode se deparar com casas pitorescas tendo roupas penduradas na janela (incluindo roupas íntimas) ou ainda com lojinhas que vendem todo tipo de produtos, incluindo as tradicionais máscaras de viena a camisetas e souveniers.

O ponto alto da cidade é, entretanto, a Piaza San Marco, com uma imensa catedral e uma torre que datam do século XIV. É o ponto mais movimentado da cidade, muita gente fotografando e fazendo fila para os museus que também se encontra na praça. Foi lá que me despedi dos amigos mexicanos perto das 3 horas da tarde e corri novamente para pegar o trem do dia, com destino a nossa próxima parada, mas isso fica pra amanhã.

PS: há muito mais fotos de onde estas saíram. É só verificar no meu perfil do facebook dentro de alguns dias!