Um elevador e uma deusa

Hoje é meu terceiro e último dia em Berlim. Amanhã vou experimentar minha primeira viagem em um dos famosos trens rápidos da Alemanhã, cruzando o país rumo ao sul, até Munique. Assim, vamos ao post de hoje, com as últimas impressões e conclusões do novato. Apesar de três dias de fortes emoções, ele deixa Berlim com a sensação de que ainda há muito por se ver e conhecer

Tenho uma coisa a elogiar: a educação e tratamento gentil dispensado pelos alemães de Berlim aos visitantes. Não sei se isso é influência dos belos dias de verão que tive a felicidade de passar aqui, mas em todo o momento sempre fui muito bem tratado, fosse em um restaurante ou loja, ou mesmo para pedir informações nas ruas. Realmente é muito fácil encontrar um alemão falando inglês, e mesmo quando não fala, eles se esforçam para tentar te entender e te auxiliar, sempre de uma maneira muito objetiva, mas ainda assim muito humana. Por várias vezes, quando estava sozinho tentando produzir um auto retrato (aquelas fotos que a gente tira de si mesmo várias vezes tentando colocar a cara junto com a paisagem), pessoas se aproximavam e se ofereciam para tirar a foto.

Meu passeio de hoje foi começar pela famosa Alexander Platz, uma das praças mais famosas da cidade, bem próxima a Fernesehturm (é essa pequena torrezinha de 368 metros estampada na foto de hoje), e seguir por uma bela caminhada de aproximadamente 3 km até o Portal de Brandenburger, que é um dos símbolos da cidade. Mas, antes da caminhada, é obrigatório uma subida até o topo da Fernesehturm.

O acesso a torre possui um sistema razoável de segurança, muito provavelmente por temor a atentados terroristas. Você é vistoriado e se carregar contigo qualquer tipo de liquido ou latas, terá que jogar no lixo. A subida é feita de elevador, a uma velocidade de 6 metros por segundo (você sente o ouvido doer com a rápida mudança da pressão). La em cima, a visão panorâmica da cidade impressiona, principalmente se você entrar no restaurante giratório que tem lá. Dá pra tirar umas fotos muito legais.

De volta ao solo, o novato seguiu sua caminhada, passando por muitos prédios e antigas construções, incluindo o Museu de Arte de Berlin e algumas universidades. A cada 100 metros, uma pausa para fotos e, se o cansaço batia, uma sentada em algum banquinho, regada a bastante liquido e algumas nozes para dar mais energia. Hoje não levei Kinder Ovo, mas em compensação tinha comigo uma barra de Ovo Maltine, e acreditem, é melhor que o Kinder Ovo.

No Portal de Brandenburger, peguei o ônibus até a Siegessaule, também conhecida como Coluna Victoria, que acredito ser o monumento mais conhecido de Berlim, e remonta aos tempos do império Prussiano. A gigantesca estrutura (segunda foto de hoje) impressiona qualquer um. Quando a gente se aproxima, a sensação de imponência passada pela “bronzeada” Victória (uma das deusas da mitologia teotônica) se torna ainda maior, e pude contemplar a mesma já ao final do dia, com os detalhes dourados a refletir o sol. Fim de dia, amanhã uma nova cidade nos espera.