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Acustico

Lagrimas no Acustico de um Trem

Da serie, arquivos quase apagados. Texto escrito num dia de verao em Londres. Publicado originalmente em Agosto/2006, no meublog velho.

Calor de 35C do lado de fora, e dentro do “Underground” ainda pior, humidade alta, provavelmenta causada pelo suor que evaporava dos rostos das pessoas que andavam freneticas de um lado para o outro.

O som acustico da guitarra, um moco descabelado e cheio de pirces tocando Aerosmith: “I don’t wanna close my eyes…” de olhos fechados, apenas com os ouvidos atentos ao som de moedas, que eventualmente fossem jogada na protecao velha e rasgada da Guitarra, que ele colocara no chao para apara-las.

Na escada rolante os mais apressados desciam os degrais deixados livre a esquerda pelos mais tranquilos.

Na plataforma os sinais indicam que o trem se aproxima, Oxford Street para Euston Station, Victoria Line, a linha azul no mapinha do Underground.

A porta se abre, pessoas saem do trem enquanto outras se empurram para entrar.

O trem esta lotado e a briga agora eh por um pedaco de metal para se segurar, enquando algo mais eh falado no alto falante e eu so ouco o famoso:

Mind the Gap!“.

Como sempre os que estao sentados tem a cara enfiada num livro ou num Jornal, geralmente o gratuito Metro, algumas criancas com os olhinhos arregalados, como se fosse a primeira vez que entravam naquilo. Os mais altos segurando na barra de cima e os “nao tao altos” se posicionam perto da porta.

Cada rosto eh diferente, como tambem a razao de estarem, de existirem… E isso me leva a uma leitura de expressoes.

Um rosto me chama atencao no meio de tantos, pele palida, cabelo longo preto, preso com um rabo de cavalo, ela esta perto da porta por nao ser muito alta, seu olhar e baixo, e triste. Ela esta triste! E consigo sentir isso, e nesse momento enquanto a observo, ela levanta um pouco o rosto e vejo as lagrimas escorrerem em sua face, nao eram lagrimas isoladas, elas vinham como um turbilhao de emocoes que nao se pode conter.

- Talvez esteja sofrendo, talvez estaja infeliz, talvez esteja simplesmente perdida como tantos outros que por ali passam. Pensei.

Tenho uma vontade imensa de dizer algo, mas o Trem para em Euston Station, e sou empurrada para fora sem conseguir me aproximar. Mas antes de deixar o vagao jogo um pensamento no ar: “O que quer que seja minha querida estranha, tenha a certeza: Vai passar!”london underground

E quando me viro para um ultimo olhar, o trem JA FOI…