Sincronizando os relógios

Os últimos dias têm sido um tanto tranquilos. Precisava de tempo para elaborar os próximos passos e definir a parte mais esperada da viagem, que é ir além das fronteiras do Reino Unido. Nada mais propício, então, do que ilustrar este post com a foto do relógio de Greenwich. É este o relógio com o qual, em conformidade com a geografia moderna, o mundo sincroniza seus relógios. Alias, Greenwich é um lugar muito bacana, preciso escrever um post só sobre isso.
Uma vez que o roteiro está praticamente pronto, achei que seria interessante repassar alguns detalhes neste post, que talvez sirvam de auxílio para outro novato no futuro. Algumas coisas que já sabia, outras que descobri quando já estava por aqui, e decisões de viagem que estou fazendo simplesmente por escolha pessoal, ou seja, nada que possa ser indicado como uma boa idéia para qualquer um em qualquer momento.
Primeiramente, a forma de viajar. Decidi viajar de trem. Quem pesquisar na internet vai logo perceber que hoje a maioria dos viajantes experts em Europa recomendam não viajar de trem, e sim de avião. E de fato, passagens áreas tem um custo muito competitivo por aqui, mas em contrapartida algumas restrições. A primeira delas, a bagagem, ainda que isto não seja um problema para os mochileiros (com exceção às pessoas que insistem em levar secador de cabelo, pranchinha, shampoo, cremes, barbeador e tudo mais). A segunda, e a mais complicada, é que os vôos de baixo custo são entre aeroportos distantes das cidades, e nem todos eles dispõem de transporte barato para os pontos de hospedagem e turismo; em contrapartida, as estações de trem estão muito bem localizadas e, nos grandes centros, integradas também à rede de metro. E por último (o que pesou mais pra mim), da janela do trem da pra ver muito mais coisas do que da janelinha do avião. Então, tenho pela frente quase 20 dias de longas viagens de trem e muitas paisagens da parte central da Europa.
Outro aspecto importante: onde se hospedar. Infelizmente, estou viajando sozinho e isso dificulta bastante as coisas. Mesmo que os hostels sejam a melhor opção, seria bem mais adequado estar viajando em grupo, pois é possível alugar quartos para três ou quatro pessoas quase pelo mesmo preço que estarei pagando para ficar em um quarto compartilhado. Os preços dos hostels são muito interessantes com relação aos demais hoteis da Europa, mas ainda assim são salgados, especialmente na Inglaterra, se considerarmos a realidade de brasileiros. Mas, ao mesmo tempo, estes tem em seu favor a publicidade de promover a integração entre os viajantes, criar um espaço de aproximação para fazer amigos e conhecer gente nova. E, particularmente, estou em um momento bem propício a esse tipo de aventura.

Fico no Reino Unido ainda por uma semana. Volto a Londres para um dia de museu, vou a Nottingham conversar com um amigo que é professor na universidade de lá e no final de semana, teremos um passeio de dois dias pelo interior do país, visitando os familiares do Stuart. E negócio é aproveitar os próximos 7 dias.