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Londres – Dia 1

Só tenho uma palavra para Londres: impressionante. Tudo que se vê, tudo que se sente, tudo que descobre estão acima das expectativas (inclusive os preços). Mesmo com o clima nada amistoso, sensação térmica de 8ºC e uma sequência intercalada de pelo menos 5 chuvas (e 3 delas bem fortes). Este foi o passeio do dia, vamos tentar resumir em poucas palavras.
O novato, na companhia de sua adorável e paciente irmã, pegou o trem às 8h40 na estação central de Milton Keynes. Após um viagem rápida (aproximadamente 50 minutos), desembarcaram na estação de Euston, em Londres.
Do trem, direto para o metrô, chamado pelos ingleses de tube. E aí se descobre que são tantas as linhas de metrô disponíveis que é possível se chegar a praticamente qualquer lugar da cidade, apenas pelo metrô. Fica prático então comprar um bilhete que vale para o dia todo, ou seja, independente do número de viagens que se faz, se paga a mesma coisa (algo em torno de R$ 18,00 se fizermos a conversão do câmbio).
Nossa primeira parada foi na estação Green Park, onde após uma caminhada curta por um parque tipicamente inglês, damos de cara com o Palácio de Buckingham, e bem a tempo para acompanhar a tradicional cerimônia de troca da guarda real. Mas a coisa estava tão movimentada por lá (o Obama soube que eu estaria em Londres hoje e decidiu ir visitar a rainha antes de mim, que coisa) que não ficamos muito tempo, e partimos para o centro da cidade, em direção ao Rio Tâmisa.
A partir daí, uma rápida sucessão de cartões postais em poucos minutos, incluindo a Abadia de Westminster, o Big Ben, o Parlamento Inglês e a London Eye (famosa roda gigante de Londres). É tanta coisa pra tirar foto que a gente perde a noção do tempo. Após almoçar, fizemos um passeio de barco pelo Rio Tâmisa, passando pela Torre de Londres e pela famosa Ponte de Londres.
Tentamos correr para chegar a tempo de visitar Grenwich, onde há um pequeno museu, a Escola Naval de Londres, um observatório e um marco do meridiano de Greenwich, onde é possível colocar um pé de cada lado da linha imaginária que divide o oriente e o ocidente (em tese).

Voltamos de barco até a ponte de Londres para mais algumas fotos e uma volta de onibus e caminhada até o Picadilly Place, o coração comercial de Londres. Cansados, famintos e sem baterias nas máquinas, finalizamos o passeio por ali, fazendo todo o caminho de volta. O novato conclui que é muita cidade para um dia só, e será preciso voltar em breve a Londres para tentar descobrir um pouco mais.

Oxford

Bicho simpático o Ornitorrinco, razão para muitas perguntas

??Preciso dizer logo de início que Oxford tornou-se um problema sério para o novato. O problema é que é um local tão manero que o novato quis ficar estudando por lá. Mas não tem como, até porque se fosse só querer a coisa ainda era simples. Mas você não escolhe Oxford, Oxford escolhe você! E o local parece realmente perfeito pra quem algum dia já sonhou em estudar lá.

Vamos começar pelo nome: Oxford = Ox + Ford = Passagem de Boi (bom, passagem foi uma tradução livre de minha parte, e para não ter dúvida segue a Wikipedia de a ford, que a gente já viu em diversos lugares no Brasil mas nunca ninguém me falou que aquilo era um “ford”). O nome se origina lá do século 9 AD, quando o local era uma famosa passagem de travessia para bois e viria se tornar um importante centro militar e uma referência para educação formal a partir do século 11,
O interessante na cidade são as estruturas da própria Universidade, os colégios e os museus. Há muitas construções antigas relacionadas aos dois primeiros, sendo que a referência mais antiga à universidade é do século 12. O campus universitário se confunde com a própria cidade, pois as faculdades são dispersas. Visitei apenas a área de Ciências Exatas (por motivos óbvios) e acidentalmente a Faculdade de História (nada contra os historiadores, apenas passei em frente ao prédio e aproveitei para registrar). 

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Os museus são um show a parte, mas consegui visitar apenas dois e meio (definitivamente, não dá pra ver tudo que se quer em apenas um dia). Nos museus é mais dificil tirar fotos, mas dei sorte em escolher o Museu Pitt Rivers, de história natural. Uma excelente coleção de dinos e alguns bichinhos empalhados que até então é só tinha visto em foto. Entre eles, o ornitorrinco, um dos meus bichos favoritos e muito bem explorado em minhas ilustrações de teorias conspiratórias quanto à origem das espécies. No último museu que visitei, fui até lá exclusivamente para ver um quadro negro usado pelo Einstein em uma de suas aulas em Oxford. O quadro não foi apagado, e está exposto (obviamente, protegido por um vidro e devidamente condicionado) para os visitantes. Eu queria muito ter conseguido uma foto do quadro, mas a única que consegui bater quando o guarda não estava olhando não ficou boa, por causa da vidro… Uma pena. Mas consegui ver o quadro, já levo comigo a imagem eternizada.
Fechando o dia, Oxford realmente valeu a pena, e foi um interessante programa pra se fazer no Dia do Orgulho Nerd. That is all, folks! Amanhã, Londres.

Warwickshire

Hoje foi um dia bem diferente, eu diria, bem ao meu estilo. O novato começou cedo, às 6h30 da manhã, pegando carona com o Stuart até a cidade de Warwickshire, cerca de uns 60 km de Milton Keynes. Motivo: uma conference sobre MATLAB e um museu de automóveis para visitar.

Descubra como o novato encontrou o Mestre Yoda
Primeiro, vamos explicar o que é o MATLAB (afinal, não precisa ser engenheiro pra ler este blog). O MATLAB é um software famoso entre o pessoal da engenharia por incorporar um série de ferramentas computacionais que permitem simular praticamente tudo que se imagine em termos de ciências exatas, desde um motor até um sistema planetário completo. Usei o MATLAB durante o mestrado, sempre achei uma ferramenta muito legal mas, infelizmente, pouco indicada para se desenvolver software comercial. Entretanto, em termos de computação científica, o produto é bom mesmo. Assim, graças ao Stuart (que efetivamente trabalha com o MATLAB no dia a dia), aproveitei a conferência para atualizar meus conhecimentos e principalmente treinar o inglês .

O grande barato do dia, no entanto, era o Heritage Motor Centre, o museu de automóveis situado no mesmo prédio onde a conference foi realizada. Assim, aproveitei a hora do almoço pra marcar presença. Realmente, muita coisa pra ver (vale lembrar que é um museu de automóveis britânicos). Logo na entrada um Austin Healey MK3 vermelho, de 1966 (dá até vontade de entrar dentro pra tirar uma foto). Mas o acervo inclui desde os primeiros modelos Austin fabricados em 18.. até modelos esportivos recentes, de 2007 e 2008 (inclusive Fórmula 1). Postei as fotos em um album do facebook, e não que eu seja um bom fotógrafo, mas elas estão melhores que as fotos disponíbilizadas no site do museu. Vale a pena conferir.

E quando o novato pensou que já tinha visto tudo que podia ver hoje, ele deu de cara com uma exposição de bonecos e fantasias de filmes de ficção científica. Prato cheio pra fechar o dia de MATLAB. Corri para conferir e tirar fotos de heróis e vilões memoráveis do cinema. Os personagens de Star Wars, então, todos devidamente ambientados conforme os planetas de origem (ou quase), em tamanho natural, incluindo algumas indumentárias rotuladas como originais do própria filme. É por isso que o Mestre Yoda ganha destaque na foto do dia. Afinal, depois do Dr. Jetro (quem lê, entenda), ele é o ser imaginário mais sábio do universo!

Amanhã, Oxford!

Um campo, uma história e uma pergunta

Hoje o novato ficou em casa, decidiu aproveitar o dia para contatar alguns amigos no Brasil e planejar as atividades da semana.

Mas, seguindo o propósito de atualizar o blog diariamente, decidi dedicar este post a algo que vi ontem, em Bedford, e que achei muito bonito.  Trata-se de um campo para caminhada aberto ao público (a public footpath) que fica praticamente em frente à casa sobre a qual escrevi ontem. O mesmo pode ser visto na foto ao lado.

Olhando-se esta foto, em um primeiro momento, parece que estamos vendo um simples campo. Mas quando se lê os dizeres da placa (você também consegue, é só dar um zoom e praticar um pouco o inglês), percebe-se que há muita história ali.

A placa diz que em 9 de setembro de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, um bombadeiro inglês foi abatido e caiu neste campo. Dois soldados morreram, eles tinham apenas 23 e 20. Outros dois soldados sobreviveram à queda, e foram resgatados. A história termina com os dizeres: “Quando passar por este campo, lembre-se destes dois jovens soldados que fizeram o último sacrifício por seu país e por nosso futuro”.

A última Grande Guerra realmente foi algo marcante para toda a Europa e mesmo quase 70 anos depois ainda é possível encontrar muitas recordações como esta por aqui. Talvez para nós, brasileiros, isso pareça um tanto distante, pois se pararmos para refletir, vivemos em um país onde lutamos muito pouco, de fato, por nossa liberdade. Talvez por isso sejamos um povo que aceita tanta leviandade de nossos governantes e líderes; talvez nos falte entender o quanto custa a liberdade, compreensão essa que somente aqueles que um dia a perderam de fato conseguem alcançar.

Enquanto contemplava o campo, mentalizei a guerra, a cena do avião caindo em meio às chamas, dos dois jovens que perderam a vida, dos outros dois que foram salvos, talvez dos moradores correndo para socorrê-los… Por que as situações difíceis têm tanto poder para unir os homens em um único pensamento? Acho que temos muito ainda a refletir sobre isso.

Dia de churrasco

Sendo abençoado mais uma vez com um belo dia de sol (embora hoje o famoso mau tempo da Inglaterra tenha dado as caras por aqui na parte da tarde), tive a oportunidade de participar de um churrasco tipicamente britânico, realizado na casa da Denise e do Andrew, amigos da Alessandra e do Stuart (apenas relembrando, Alessandra é minha irmã e Stuart seu marido).

Antes mesmo de sair de casa, o novato foi advertido que churrasco (barbecue) por aqui não tem nada a ver com o churrasco que os brasileiros estão acostumados. A carne assada se reduz a salsichas, alguns hamburguers ou algo de gênero. Nem tão pouco é preparado na churrasqueira que nós conhecemos. Pode ter sido feito a forno, mesmo. Na verdade, o churrasco se parece mais com o que chamamos de “junta panelas”, cada um prepara algo especial e todos compartilham a refeição no jardim. O grande barato, no entanto, é poder observar essa confraternização entre as pessoas e perceber que amigos são amigos em qualquer lugar do mundo: riem juntos, fazem piadas uns dos outros, contam estórias e trocam abraços.

Um ponto que me chamou a atenção foi a postura do anfitrião, o Andrew, que ao saber previamente que o novato brasileiro estaria presente, fez questão de lhe dar toda a atenção, conversando em inglês de forma bem pausada e mesmo falando algumas frases em português. Mas mais do que isso, ele estava muito bem informado sobre diversos assuntos do Brasil (politica, geografia, problemas sociais, futebol e etc) sobre os quais conversamos e fiquei até um pouco envergonhado de não conhecer suficente sobre o Reino Unido para retribuir-lhe a bondade. Mais tarde, fiquei sabendo que ele já esteve no Brasil e inclusive mantém contato permanente com alguns amigos brasileiros. Esta foi uma surpresa muito boa, uma excelente impressão quanto a educação e gentileza do povo britânico.

No final da festa, caminhamos um pouco pelas ruas, para registrar mais fotos e recordações, e me chamou a atenção a idade das casas. A casa onde estávamos foi construída em 1854, ou seja, tem mais de 150 anos, e a estrutura continua firme. Diferentes gerações de diferentes famílias moraram ali, e a única queixa da dona da casa é que a mesma é fria no inverno, porque as paredes não foram construídas com a mesma ténica que se utiliza hoje. A casa pode ser vista na foto acima e o detalhe da fachada revela o ano em que a casa foi erguida. Eu já havia visto muitas construções antigas preservadas como monumentos, mas nenhuma em pleno uso, como o caso dessas casas.

Por hoje é só. Tem muita coisa planejada para esta semana, incluindo uma conferência técnica sobre MATLAB e uma visita a Oxford. Portanto, hora de dormir…

Um dia típico de familia britânica

Mesmo antes de iniciar minha viagem, eu tinha em mente a idéia de “experimentar” os locais pelos quais eu passar, do ponto de vista de um nativo e não de um turista. Concordo que esta idéia é um tanto ambiciosa para um novato, mas para isso estou contando com o apoio da minha irmã que já conhece um pouco sobre essas bandas.

Pensando assim, decidi que hoje seria o dia reservado para um típico programa sabático de uma família britânica, basicamente composto por um despertar sem pressa, uma boa caminhada pela manhã, algumas atividades de jardim no início da tarde e um jantar com amigos à noite. E poder fazer tudo isso em um dia ensolarado é considerado um luxo. Assim, seguem minhas impressões.

A caminhada pela vizinhança rendeu novamente impressões muito positivas sobre Milton Keynes. Além daqueles aspectos que já descrevi ontem, pude observar essa manhã um pouco do cotidiano das famílias e mais detalhes do local onde estou. As pessoas em geral são bem reservadas, não há muita comunicação entre os vizinhos. Cada qual se preocupa em cuidar da sua casa, limpando alguma coisa, aparando a grama do jardim, ou simplesmente se exercitando um pouco. É comum ver crianças brincando nas áreas comuns (que se assemelham muito a parques), andando de bicleta ou passeando com seus cães.

A sensação de estar dentro de um condomínio fechado (que é o que existe de mais parecido no Brasil) é muito forte, e mesmo as estruturas não residenciais se mesclam ao resto. Uma coisa que me chamou a atenção, por exemplo, foi a escola que atende este bairro. Se não fosse pelos portões, ela pareceria totalmente mesclada às casas. Além disso, as áreas comuns (parquinhos, quadras esportivas, matas com trilhas, etc) abrem espaço para uma integração completa das atividades cotidianas. A impressão do novato é que crescer aqui cria uma forte sensação de pertencer a algum lugar, dada a qualidade de vida e a forma como a comunidade se organiza para torna-la algo concreto.

Em matéria de urbanização e planejamento, é algo de dar inveja, pois no Brasil um padrão similar de qualidade seria visto apenas em condomínios de alto padrão que apenas pessoas de elevado poder aquisitivo poderiam pagar. Aqui, as pessoas usufruem de tudo isso pagando apenas seus impostos. Algo que faz refletir muito sobre a realidade brasileira e o quanto ela poderia ser melhorada.

Fechamos o dia com um excelente jantar, tendo por convidada uma amiga muito querida de minha irmã. Comida excelente, conversas melhores ainda, uma troca muito gostosa de estórias, lembranças e emoções. Gostei!

A Cock and Bull story

Tem que ler até o final pra entender a foto

Hoje o novato acordou às quatro horas da manhã. É a hora que o sol nasce por aqui (coisas do verão no hemisfério norte). Mas como estava muito cedo, e eu ainda estava muito cansado e precisando me adaptar ao novo fuso horário, voltei a dormir e acordar novamente 3 horas depois, com um lindo ceu azul e um sol radiante esperando lá fora. Bem, os dias ensolarados aqui são raros (algo que alguém que já morou em Curitiba não estranha), então o mais correto a fazer é aproveitar. Carpe diem! A começar pela cidade onde estou, Milton Keynes.

Há vários aspectos interessantes sobre Milton Keynes. Primeiro, a cidade é totalmente planejada, minuciosamente pensada para acomodar até 250 mil pessoas. As vias principais são exatamente paralelas e transversais, devidamente numeradas, algo que faria qualquer matemático se sentir em casa (tanto é que as vias são chamadas H1, H2, V1, V2, etc). Cada “quadrante” delimita, por assim dizer, um bairro, que por sua vez se parece muito com os condomínios fechados no Brasil, todavia são abertos. Dentro dos quadrantes, existem as áreas residencial e comercial, cada qual com seus conjuntos de escolas, mercado, lojas, restaurantes, de tal forma que as pessoas se adaptam a viver dentro dos quadrantes no dia a dia, saindo apenas quando é necessário (o que ajuda a reduzir significativamente o trânsito de pessoas durante o dia). No entanto, é claro, existe um centro comercial, digamos assim, que serve toda a cidade, com restaurantes, bares (aqui denominados “pubs”), locais de lazer, mercados e lojas maiores, onde o pessoal vai “passear” nos fins de semana. Existe até mesmo uma pista coberta de esqui (pasmem, algo que demorei a acreditar, pensando que se tratasse apenas de uma pista de patinação no gelo). O planejamento da cidade é algo surpreendente de fato, e vale um post futuro.

O ponto alto do dia foi uma visita ao centro histórico de Milton Keynes para entender a expressão “cock and bull story¨ (estória de galo e touro), que é comumente usada para rotular uma estória absurda, inacreditável, algo que nós no Brasil diríamos “isto tem cheiro de lenda”. Bem, esta expressão nasceu em Milton Keynes. A cidade fica a meio caminho entre importantes cidades da Inglaterra, como Londres, Nothingam e Birmingham. Há alguns séculos atrás (a estrada foi aberta pelos romanos, então a conta é longa), era comum os viajantes pararem onde hoje é Milton Keynes para trocar os cavalos e passar a noite. Como muitos viajantes se encontravam em um mesmo lugar, eles começavam a contar estórias de suas cidades, que por sua vez eram “ampliadas” pelos outros viajantes quando passadas de boca em boca, até se tornarem contos absurdos, que ninguém poderia dar crédito. Estes viajantes comiam e se hospedavam em pousadas, e as duas principais pousadas na época eram o Cock e o Bull (que foram conservadas até hoje e aparecem nas fotos acima). Por isso, quando se ouve hoje alguma estória absurda, se dá risada e diz “that is a Cock and Bull story, nothing more”.

Amanhã, o novato fará seu primeiro passeio solo pela vizinhaça, para documentar o “quadrante” onde está hospedado. Para um novato, com certeza vai valer a pena.

Pousando no Velho Mundo

Milton Keynes, 22h30 minutos, hora local. Após um longo dia, cheguei a Europa! Estou extremamente empolgado, mas exausto fisicamente e por pouco não fui pra cama sem escrever este post. Quero, todavia, fazer desse blog um relato de viagem, assim não poderia deixar de postar as emoções do dia.

Foram 6 horas de aeroporto (entre esperas, checkin e checkout) mais 12 horas de vôo, sem contar os deslocamentos de taxi e ônibus e a nítida evidência de que estou sofrendo de “jat lag” (isso é apenas pra encher linguiça, a sensação na realidade é otima!!!). Realmente, a viagem cruzando o Atlântico foi dureza, a gente não consegue dormir, perde a noção do tempo e em certo momento você não sabe se está com fome ou não, se está com sono ou não, enfim, a desorientação chega a ser cômica. Assisti uns 3 filmes, li um pouco, cochilei do jeito que era possível e até fiquei fazendo alongamento na fila do banheiro (é incrivel como as pessoas demoram em banheiro de avião, dá a impressão que é apenas para brincar com a descarga que parece despressurizar o banheiro inteiro)

A entrevista na imigração foi tranquila, nada que pudesse de fato preocupar. Fizeram-me diversas perguntas, algumas já previstas, outras nem tanto. Queriam saber o que eu ia fazer, onde ia ficar, quando ia embora, se tinha dinheiro para me manter por aqui neste período, entre outras coisas. Quando falei que pretendo ficar por aproximadamente 2 meses, o agente de imigração disse que era um período muito longo para férias, queria saber quando eu ia voltar a trabalhar, e por aí vai. No final, ele carimbou meu passaporte e a partir daí, não houve mais qualquer problema. Uma coisa é certa, simpatia não é a marca registrada desta experiência no Reino Unido. É bom estar com a cuca fresca na hora de responder as perguntas. Percebi algumas pessoas que se complicavam em dar informações e acabavam “ficando de castigo” (eles literalmente deixavam o cara lá no guichê esperando e iam atender outras pessoas).

No mais, encontrei com minha irmã e meu cunhado no aeroporto em Londres, e viemos para Milton Keynes, uma viagem de aproximadamente 1 hora e meia de carro. Tem muita coisa pra contar sobre isso, mas por hoje não dá, preciso dormir um pouco. Amanhã retomo a epopéia.

Hora de voar…

Guarulhos, 21h05. Ainda preciso esperar mais 2 horas e meia. O jeito foi arrumar um cartãozinho de internet pra passar o tempo, e aproveitar para atualizar o blog.

Bom, acho que Guarulhos não é novidade pra ninguém. Nem vale a pena postar fotos. Eu mesmo já estive aqui várias vezes em trânsito em vôos domésticos. Mas, de qualquer forma, este é o maior aeroporto do pais em número de passageiros, e as vezes a gente não se toca disso. Mais de 2 milhões de pessoas passam por aqui em um mês.

Hoje eu sou uma delas. À minha esquerda, a pouco, dois garotos conversavam em alemão; à frente uma senhora corria atrás de duas crianças espoletas acelerando um carrinho de bagagem e gritando “here we go, here we go!!!” e uma moça que vive em Paris me perguntou como fazia pra acessar a internet do Aeroporto. Bem, ainda estamos no Brasil, mas o ambiente já é multicultural, uma pequena amostra do que me espera nos próximos dias.

Fiz este relato pensando em deixar uma recordação deste momento para o futuro. Provavelmente daqui a alguns anos vou dar risada do friozinho na barriga que estou sentindo agora, enquanto reviso mentalmente minhas frases ensaiadas para a imigração no Reino Unido: “I am here for a vacation trip. I will stay in United Kingdom just for a few weeks, visiting my sister and my brother in law. My return is already scheduled to July 8″.

Amanhã eu conto se fui convincente ou não.

God save the Queen!

 A epopéia do novato começa oficialmente amanhã. Embarco para Londres às 23h40 do dia 18/05 e devo chegar lá por volta das 15h00 do dia seguinte. Será o momento das emoções mais fortes: fila de imigração, entrevista com os agentes da alfândega, necessidade de explicar de forma convincente que não pretendo me tornar um clandestino. Mas isso fica para amanhã. Por hoje, decidi contar um pouco sobre minha experiência com libras e euros.

Bem, a primeira coisa que se descobre é que existe três formas de levar dinheiro para turismo no exterior: moeda em espécie, cheque viagem e cartão de crédito. Cada um tem vantagens e desvantagens que não vou detalhar porque há muito sobre o assunto em uma simples consulta ao Google. Entretanto, um quarto modo que me chamou a atenção foram os cartões pré-pagos, que segundo conclui são uma forma inteligente de combinar as melhores características dos outros três modos.

No Brasil, parece que o principal produto é o Visa Travel Money. Você faz uma carga no cartão em uma moeda específica, pagando a cotação do dia, e utiliza o mesmo na moeda para a qual realizou a conversão. Não há taxas cambiais adicionais, exceto aquelas cobradas pela própria Visa para saques (eles fixam em 2,50 euros cada saque) e talvez uma taxa do banco que te vende o produto. A principio, quase contratei o cartão do Banco Rendimento, mas em seguida descobri que o Banco do Brasil também já está oferecendo este tipo de cartão. Como eu já era correntista casino spiele do BB, foi uma mão na roda, inclusive com taxas de cambio bem competitivas. Posso efetuar as cargas diretamente de minha conta corrente, mas não pela internet; tem que ser pelo serviço BB por telefones.

O único porém com o Banco do Brasil foi o fato deles não disporem de um cartão com carga em libras esterlinas. Mas aí contei com a sorte: um amigo estava precisando vender algumas libras remanescentes de sua última viagem ao Reino Unido, e assim juntamos a fome com a vontade de comer. Sigo viagem com algumas libras no bolso, suficientes para as primeiras despesas e um cartão pré-pago em euros. E é claro, um cartão de crédito internacional em caso de necessidades extras.

Bem, é isso. Estampado neste post, minhas primeiras 10 libras, com a foto da simpática rainha Elizabeth. God save the Queen!

Anal