Haja paz na terra!
Thursday, November 1, 2007 7:18
Hoje a blogosfera foi convocada a falar de PAZ, para celebrar o o DIA MUNDIAL DA PAZ, iniciativa do Lino Resende.
O que dizer sobre a PAZ MUNDIAL?
- Eu nunca vi!! Nao sei se eh branca ou azul, se tem forma de pomba ou de nuvem, desde de que me conheco por gente PAZ Mundial eh sinonimo de UTOPIA, acaba uma Guerra comeca outra, em varias esfera, grandes e pequenas, entre Paises ou entre irmaos, por dinheiro, territorio e ate religiao.
Voce sabe o que eh PAZ num contexto coletivo, Paz Mundial? Entao me explique por favor. Pois eu nao conheco. A unica PAZ que conheco bem, eh a Paz de espirito, essa que vem de dentro de mim…
A Paz comeca em Mim
“Haja paz na terra! A comecar em mim” – Essa frase invadiu minha mente desde o momento que vi o tema da Blogagem Coletiva. Procurando pelas palavras certas encontrei num site budista e o texto abaixo da Monge Coen, ela eh uma missionária Budista em Soto Zen, Japão. - O texto eh longo, e se voce nao quiser ler inteiro, leia pelo menos as partes em negrito.
Se a paz não começar em mim, não começará.
Se eu levantar a bandeira da paz em desafio, não será paz.
É preciso erguer as bandeiras brancas com o coração de harmonia, respeito, compaixão.
Se nosso estado é de rancor, de vingança, de demonstrar nossa força, não terá a força de transformar violência em paz ativa.
Vamos caminhar silenciosos e amorosos.
Vamos nos encontrar e nos cumprimentar na certeza de que todos compartilhamos da mesma casa comum.É uma casa tão grande, de vidas tão diferentes. É como é. Este ser é inter ser e é transformação. Nada fixo. Podemos direcionar o caminho da mudança.
Vamos nos respeitar nas nossas diferenças. Sem exigir que nos tornemos iguais, que pensemos da mesma forma, que tenhamos a mesma religião e a mesma cultura.
Unidos estamos pelo ar, pelo céu, pela terra, pela vida e pela morte, pelo sonho, a utopia que se realiza quando corações e mentes se unem no Caminho da Verdade.
Vamos nos respeitar nas diferenças de cor de pele, de culturas, de gêneros, de alegrias, de tristezas, de curas e de doenças.
Caminhemos juntos, pois é inevitável.Juntos estamos. Juntos somos no cosmos. Intersomos, numa rede fantástica de interconexões. Interdependência de instantes que jamais se repetem. Jamais.
Façamos deste o momento sagrado. Deste local o solo, o céu, o ar, as águas e a vida abençoada. Basta mudarmos só um pouquinho. Da ganância, da raiva e da ignorância criamos o compartilhar, o compreender, o saber superior iluminado da verdade.
Se tudo que começa termina, como terminará a época das guerras, das injustiças, das fomes, das doenças, das tristezas, das discriminações, dos excluídos, afastados, nefasta destruição da natureza?
Terminará com uma mudança de consciência do ser humano, com o desenvolvimento das capacidades de sentir o outro como o eu, o eu como o outro. Terminará quando retornarmos ao verdadeiro e resgatarmos a percepção de que somos um só corpo vivo e que da nossa cooperação amistosa, justa, todos poderão viver plena e dignamente.
Quantas mais pessoas descobrirem, e colocarem em prática, soluções de não violência ativa para conflitos, mais nos acercaremos da justiça social, do compartilhar da vida, da cura da Terra, da inclusão social, da preservação da natureza, do respeito à nossa casa comum, na celebração da vida.
Pouco a pouco, dando tempo ao tempo, vamos nos reunindo, na grande tenda global. Não da globalização licenciosa, que se aproveita para ludibriar, excluir e explorar. Não. A força global que nos une, a energia que perpassa tudo que existe, permeia o globo terrestre e universalmente a existência. Natureza-Buda (DEUS).
Das forças a mais forte de todas. Energia vital. Amor universal.
Compaixão. Com – Paixão. Compartilhar a dor e o amor.
Apaixonados pelo bem das multidões de formas de vida e criações.
Apaixonados pela ação interativa de unir e não de separar.Sinto a dor da fome das crianças da África e das crianças das periferias das cidades grandes de todo o mundo.
Sinto a tristeza dos que sobrevivem aos ataques mortíferos de armas de guerra e de desunião entre os povos.
Sinto o desespero da mãe solapada com pedaços de seu filho no colo.
Sinto a angústia do soldado correndo, matando e morrendo, ao obedecer ordens.Sinto coragem, sossego e loucura através das drogas que me permitem continuar o combate.
Sinto o pesar das noites de insônia dos líderes tolos, perdidos em somas, em números e cores, incapazes de abrir seus corações amorosos.
Sinto a desesperança dos que são maltratados em longas filas hospitalares, quando lhes permitem entrar em fila, quando já não chegam mutilados de corpo e mente nos hospitais lotados e atarefados.
Sinto o cansaço e o temor das impossibilidades de mudança.
Sinto a tristeza e o rancor. Sinto a violência se desencadeando em meu peito que é o seu. Sem conseguir refreá-la me entrego a facas e balas. Se não morrer no asfalto, na terra, boca cheia de formigas, morro nas prisões do mundo, atado pelos desejos insaciados, que não são apenas meus.
Sinto a dificuldade dos juízes em dar o parecer justo e o desespero do inocente que é culpado de ser pobre, de ser gente que não tem quem o defende.
Sinto todas as dores e me comovo de pronto Movendo junto a dor.Mas também:
Sinto o prazer dos frutos adocicados nas bocas das crianças saudáveis do mundo.
Sinto a alegria do fim das guerras e da união dos povos.
Sinto a esperança da mãe na cura de doenças terminais.
Sinto a força de vontade dos jovens vencendo a dependência às drogas e se negando a matar
Sinto o sono tranqüilo de líderes corretos, cuidando das pessoas e de seu bem estar.
Sinto a eficácia de sistemas de saúde pública e particular, onde o mais importante é a vida.
Sinto a grande esperança nas possibilidades de mudança.
Sinto a ternura de um gesto, um olhar de compreensão nas alegrias de desarmar-se e manter as mãos abertas.
Sinto o prazer em aprender. Aprendo a ficar satisfeita.
Sinto a justiça dos seres corretos, onde o culpado não é apedrejado nem morto, mas posto a convívio que purifica, que arrepende e que modifica para o bem.
Sinto o contentamento de ser, intersendo.
Sinto da vida todas as alegrias e com os rios fluindo, fluo e me rio.Não há um inimigo. Não se iludam, não há.
Nenhum país.
Nenhuma pessoa.
Seria tão fácil, tão simples dizer foi ela, foi ele.
Tão cômodo poder apontar para fora e gritar: assassino, corrupto, ladrão..
Escapando das suas responsabilidades de habitante grupal.
Não se iluda dizendo ser bom e o outro mau.Perceba que somos o bem e o mal; a luz e a sombra em todo seu potencial.
Fazemos escolhas. Mas estas dependem de tudo com que nos alimentaram, tudo com que nos capacitaram e nós mesmos nos capacitamos. Até nisso, veja bem, somos todos responsáveis.
Se o Presidente Bush ameaça e se prepara para um ataque fatal, apoiado por mais de 60% das pessoas de sua terra natal é porque não lhe ensinaram soluções de paz ativa. Qual foi a educação que teve, que soluções lhe ensinaram? Quem o assessora agora? Por que e como o elegeram? Tudo isso tem a ver. Nada está isolado. Ao invés de o odiar, de ao seu país querer mal, precisamos é nos unir no pensamento e na ação de amar e compreender, de vivenciar a compaixão.
Isto não quer dizer que não devemos fazer nada. Muito pelo contrário.Só que a mudança que falo, mas poderosa que guerras, que revoluções internas e externas é a mudança do coração.
Quando percebe do que é capaz, um ser humano que compreende e se transforma em agente da paz, pensei que era revolucionário demais.
Agora sigo o caminho e sempre me perguntando: como é que posso fazer para conduzir o maior número de seres à Iluminação, à Verdade e á Vida em comunidade?Está na hora do despertar da humanidade.
Bom dia!Que haja discernimento correto na opção da vida.
Que conheçamos os três venenos temíveis a serem evitados: a ganância, a raiva e a ignorância, nos seus disfarces mais variados.
A maioria de nós demora a perceber o próprio envenenamento.
Devem ser apiedadas, orientadas e não apedrejadas.Não queimem bandeiras.
Não joguem pedras.
Não gritem insultos.
Não condenem pessoas, mas situações.
Podemos juntos transformar a maneira de ser dos habitantes da Terra.
Com isso modificaremos o habitat.
Faremos daqui o local, não da espera, mas do chegar.
Onde se fica bem.
Onde a vida cuida com cuidado uns dos outros.
No afago ao recém nascido
A benção da esperança.
Tudo será diferente,
Pois tudo que queremos aqui mesmo se alcança.Oremos e meditemos, junto a muito trabalho,
Construindo e aprendendo uma nova maneira de ser.
Um outro mundo possível onde a cultura é da paz..
Aprendendo a cada instante
A ser mais livre e melhor.Não aquela liberdade anárquica e saltitante
Que não considera o todo e pensa só na sua estante.
Como livros bem guardados e amarelados, comidos por traça e cupim.
Nossos pensamentos lacrados se fecham.
Congelados, desgastados, poluídos, maculados.
Sem se manifestar
A verdade mais profunda fica esquecida, deixada.
O falso vai num crescendo
Crescendo.
Seu som engolfa o mundo.
Todos pensam que é o fim, que tudo está tão errado, que não se pode mudar.
Errado. Pausa.
Volte seu olhar para dentro.Examine com cuidado. Perceba o elo sagrado.Seja ele com Senhor, Buda, Ramsés. Íris, Profeta Mohamed, Jesus, Deus, Orixás, divindades, espíritos encarnados e desencarnados.
Este elo nos une e não nos separa.Vamos nos unir criando com nossas vidas uma rede de bem. Que cubra toda a terra.
Vamos criar essa teia de percepção verdadeira. Relembrar.
Relembrar o verdadeiro.
Estamos todos ligados. Interconectados.
Corpo e mente não são dois.
Imagem, reflexo e semelhança.
Vista a camisa da Cultura de Paz.
Substitua Guevara por Gandhi.
Re aprenda a querer bem, a mudar, sem ter de matar ou morrer
Mercia says:
November 1st, 2007 at 8:59 am
Lindo o texto!! parabéns!!!
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Cirilo Veloso says:
November 1st, 2007 at 9:11 am
Alê, muito bom o post sobre a blogagem coletiva. É mesmo uma utopia a paz mundial, mas imagina se perdermos totalmente a esperança? Vira um caos ainda pior, se é que é possível.
Eu programei para que o meu entre no ar ao meio-dia.
Xêro e até breve.
obs: hoje vou buscar minha camisa WP nos correios. rs
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Cirilo Veloso says:
November 1st, 2007 at 9:12 am
AlÊ, mudando de assunto, como coloco esse contador regressivo no blog?
É que dia 11 o “Simples Coisas da Vida” completa 5 anos…
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Taliesin says:
November 1st, 2007 at 12:04 pm
Olá minha querida Alê
sabe eu penso como a moja,
a paz tem q começar dentro de nós, para depois se espalhar,cada pensamento dela bate com o q penso, paz e harmonia vivem juntas, vemos brigas idiotas no transito por bobeira um mata o outro.
devemos viver a paz em sua plenitude, criar uma corrente, tipo eu ajudo vc te trago paz, vc ajuda seu vizinho, seu vizinho outro e assim por diante, era isso q precisávamos no
mundo, independente de religião.
Beijos
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Grace Olsson says:
November 1st, 2007 at 2:36 pm
ALE, a PAZ MUNDIAL parece utopia por que os seres humanos nao andam na mesma direção.São egoistas e individualistas.Mas se vermos por essa ótica, as nossas vidas serão insípidas e sem nenhuma razão de ser.beijocas
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Fernanda says:
November 1st, 2007 at 3:33 pm
Eu prefiro dizer que a paz é um sonho, porque nos dá alento e vida sem esperança é tão triste! Claro que tem razão, a guerra está em todo o lado, e já nem acaba aqui para começar acolá, vão-se acumulando.
Eu também penso que a paz começa em nós, porém o que vejo é que todos andamos envolvidos em nossas guerrinhas.
Óptimo texto!
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Simone says:
November 1st, 2007 at 6:16 pm
Olá, vim pela blogagem coletiva proposta pelo Lino. Belíssimo texto. A esperança precisa ser alimentada.
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vivi says:
November 1st, 2007 at 9:38 pm
Paz na terra!
òtimo texto
Bjokas
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Lino says:
November 3rd, 2007 at 11:28 pm
A paz pode ser uma utopia, mas todos os sonhos são utópicos antes de se concretizarem. Sonhando com a paz, podemos chegar a ela. O que temos de fazer é começar, como já fizemos.
Muito obrigado pela participação.
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Saramar says:
November 5th, 2007 at 11:03 am
Ainda hoje ando lendo os posts da blogagem coletiva, que achei riquíssima.
Também comparo a paz à utopia mais constante dos seres humanos. E talvez a mais difícil de se concretizar.
Porém, sou esperançosa.
beijos, muito prazer por conhecer seu excelente blog.
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