Munique

Frauenkirche, em restauração

Hoje o novato escreve, pela primeira vez, de dentro de um trem que acaba de cruzar a fronteira entre a Alemanha e a Austria em Salzburg. Desde que já tiramos bastante foto hoje e ainda temos 2 horas até o nosso próximo destino, nada melhor do que aproveitar o tempo de janelinha para redigir o post de hoje. Uma pena não ter conexão de internet nos trens, pois se tivesse com certeza daríamos um jeito de realizar uma broadcast pelos alpes austríacos, que até agora eu vi apenas um pedacinho, mas já deu água na boca. Mas enfim, a Áustria é assunto para amanhã, porque hoje o dia foi dedicado a Munique.

Munique foi uma passagem relâmpago, que durou apenas uma manhã. Como choveu muito ontem durante a tarde e quase por toda a noite, não foi possível fazer muita coisa antes que amanhecesse um novo dia. O jeito foi tentar dormir cedo (a palavra tentar é apropriada quando nos referimos aos hostels, mas eu vou deixar pra detalhar isso outro dia) e acordar bem cedo para aproveitar tudo o que fosse possível numa manhã. Dito e feito, vou possível ter uma boa idéia do centro da cidade, onde se encontram os pontos turísticos mais visitados e assim poder emitir uma impressão.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que a diferença entre Munique e Berlim é significativa, mas não é fácil de explicar. Após pensar e pensar sobre isso, decidi optar pela seguinte analogia: é como se Berlim fosse um homem e Munique uma mulher. Berlim passa a idéia de uma cidade robusta, esbelta, onde tudo é muito grande mas ao mesmo tempo extremamente funcional e prática. Munique, por outro lado, tem um certo charme, um jeitinho aconchegante, que atrai e seduz. Em parte, talvez a diferença se deva ao fato de Berlim ter sido praticamente reconstruída após a Segunda Guerra, enquanto Munique conserva em vários aspectos a idéia de uma cidade mais antiga. A verdade é que as duas cidades oferecem muitos atrativos para quem as visita, em diversos aspectos. Lamentei não poder gastar 3 dias em Munique como fiz em Berlim, mas por outro lado isso é bom, pois tenho mais um motivo para voltar algum dia.

Neues Rathaus

Caminhar pelo centro de Munique é extremamente fácil, há um calçadão próprio para isso, e o fluxo de pessoas é bem grande. Há muitas lojas e opções de compra, embora todas estivessem fechadas por ser domingo de manhã. O que mais se vê são igrejas, sendo uma delas um dos os principais cartões postais da cidade: a Frauenkirche. Além desta igreja, vale uma menção honrosa para a Neues Rathaus.


A Frauenkirche, conhecida como as torres gêmeas de Munique, impressiona por ser uma estrutura do século XV construída em tijolinhos (e quando você vê o tamanho do negócio, tem que tirar chapéu para o engenheiro alemão que fez o cálculo estrutural disso tudo). Uma pena que a igreja se encontrava em restauração, assim foi possível fotografar apenas uma das torres. 


A Neues Rathaus é uma grande estrutura arquitetônica com uma torre gótica relativamente recente (século XIX), cuja arquitetura impressiona em sobremaneira devido aos detalhes. Hoje ela abriga parte da administração municipal de Munique. Voltei duas vezes para tirar fotos desta construção com diferentes ângulos de luz.

No mais, a gente percebe uma cidade moderna, com vida urbana agitada, muitas opções culturais, museus, anúncios de festivais por toda a parte, enfim, algo digno da maior cidade da Alemanha. E por estarmos na Bavária (que por si só é um show a parte e receria um post individual), o novato encerra o post de hoje pedindo a mim para escrever que essa é com certeza uma das regiões mais belas do mundo, e se um dia você decidir morar na Alemanha, procure uma casa por aqui.