Londres – Dia 2

Roseta Stone (British Museum)
O novato não aguentou e voltou a Londres hoje. E voltou com um plano todo elaborado, de visitar uma serie de lugares interessantes próximos à Euston Station, estação de trem onde desembarcam as pessoas que vêm de Milton Keynes. Mas o plano furou. O novato não contava com uma coisa: o British Museum.

O British Museum é algo tão impressionante que faz o MASP parecer biblioteca de escola (com todo o respeito ao maior museu que temos no Brasil). Embora as galerias estejam organizadas por continentes e em alguns casos por países, o museu é muito amplo e muito voltado a história. Nunca antes na vida eu tinha visto tantas múmias! Uma pena que as fotos com elas não ficaram tão boas (e eu bem que queria finalmente conseguir algumas fotos com alguém mais feio que eu).

O museu existe desde o o final do século XVII, e a visitação é gratuita (tudo a ver comigo), mas existe um gentil pedido por contribuições (muito polido, bem ao estilo britânico), o que é mais do que justo. Muitas das peças foram trazidas na época das grandes expedições arqueológicas promovidas pelos ingleses, tirando proveito dos anos áureos da navegação britânica nos séculos seguintes. O acervo de artefatos egípcios, sírios, babilônicos, persas e gregos é algo fantastico, isso sem esquecer os artefatos ligados aos povos americanos pré-colombianos (tirei foto até com um moai da Ilha de Páscoa). A gente fica perdido e não vê o tempo passar (so sente as pernas doerem de tanto ficar em pé). Eu havia planejado o passeio para a parte da manhã, mas fiquei o dia todo, e ainda saí frustrado por não conseguir chegar na galeria chinesa a tempo. Há mais fotos no meu perfil do facebook, para os fins de museus.
A peça mais importante do museu (pelo menos em minha humilde opinião) é a Pedra da Roseta, que ilustra o post de hoje. Acho que todos sabem o valor incálculavel que essa pedra teve para a tradução dos hieroglifos egípcios por Champollion . Praticamente, a pedra coloca lado a lado texto em hieroglifos com a correspondente versão escrita em idiomas conhecidos da época, entre eles o grego (aí ficou fácil!).

Terminei o dia com uma breve caminhada pelas ruas de Londres, passando pela Praça Russel (e muito divertido ver os londrinos ao final do dia tomando sol nos gramados das praças) e pela London University. Em seguida, trem pra Milton Keynes e uma boa noite de sono, que amanhã tem mais.