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Itália acaba em pizza

Itália acaba em pizza

Conheci um italiano em Berlim, que me disse o seguinte: “não vá a Napoles, mas se for, não deixe de comer uma pizza”.

Uma das descobertas do novato é que o napolitano é tratado com bastante preconceito pelos demais italianos. E mesmo o napolitano parece se considerar um cidadão à parte do resto da Itália. Quando cheguei no hostel em Napoles, quis elogiar a comida da cozinheira, dizendo que o nhoque que ela preparava era um legítimo prato italiano. Ela, franzindo o cenho, respondeu: “Italiano, não! Napolitano”. O fato é que o italiano é muito orgulhoso de sua Itália, e o napolitano, em especial, de sua comida. A eles é atribuida a invenção da pizza (com data tão longiqua que ninguém consegue lhe informar exatamente em qual século).

Assim, seguindo parcialmente o conselho de meu amigo italiano, decidi que precisava provar uma pizza de Napoles, e isso aconteceu há duas noites. Esperei no entanto para narrar esta experiência hoje por dois motivos: primeiro, se a pizza não me fizesse bem, não iria merecer um post só para ela; e segundo, hoje estou em trânsito para a França e não poderei postar nada ao vivo (assim, usamos o recurso de post programado).

Minha aventura gastronômica teve a participação especial de três amigas brasileiras que conheci aqui em Napoles, e que muito fazem juz à menção honrosa deste blog, autorizando até a publicação de suas fotos. Camilla, Carol e Talita foram muito simpáticas com o novato em todo o tempo, partilharam da companhia e da pizza e ainda tiveram a bondade de dividir com ele informações estratégicas sobre a vida e o universo feminino (algo que possívelmente nunca conseguirei entender de fato e muito menos sintetizar em equações diferenciais, infelizmente).

Tomando os devidos cuidados para se caminhar em Napoles à noite, descemos de ônibus até a orla marítima e após uma breve caminhada, encontramos a pizzaria que nos foi recomendada, e que estava fechada. Mas encontrar uma pizzaria em Napoles realmente não é problema, e poucos metros a frente havia uma segunda pizzaria, inclusive muito bem recomendada por um cartaz deixado na porta da primeira. Fomos muito bem recebidos pelos atendentes (também, pudera, com três belas mulheres como companhia, até a mim eles tratavam bem) e logo estávamos solicitando nossos pratos. A idéia foi provar uma legítima mussarela de búfula (com tomate e rucúla acompanhando) e pedirmos quatro pizzas para dividir os sabores.

Como as pizzas acabam sendo individuais (e não haviam pratos para repartí-las devidamente), a Talita teve a idéia mais original e bem bolada que eu já ouvi em termos de pizza: improvisar literalmente um rodízio. Cada um comia uma fatia e depois trocava os pratos, em sentido horário, para não gerar confusão. Devo admitir que a idéia parecia coisa de engenheiro, inclusive com todos os prós e contras que toda idéia de engenheiro tem. E foi dessa forma que consegui comer um rodízio de pizza em Napoles, algo que para o legítimo napolitano possivelmente seria abominável! Mas fui comportado o suficiente para não perguntar se eles tinha ketchup (acho que eles teriam me expulsado da pizzaria).

Sobre a pizza napolitana, ela encanta aos olhos e é também muito boa ao paladar. Acredito que o segredo de fato está na massa. Ainda que eles possuam todo um ritual para preparar os recheios (ou coberturas, como preferir), a massa é que realmente chama a atenção pelo sabor e leveza. Entretanto, devo dizer que as boas pizzas que temos no Brasil não ficam devendo para a boa pizza napolitana (notem que me refiro às boas pizzas, Big Pizza não conta), assim você não precisa vir a Napoles para descobrir isso. De qualquer forma, comer uma pizza genuinamente napolitana é algo que sempre sai naquelas listas de “100 coisas para fazer antes de morrer”, então seguir o conselho de meu amigo italiano foi de fato algo importante.

E assim encerro minha passagem pela Itália. Descobri muita coisa por aqui. E não sei se volto algum dia… Talvez para comer outra pizza. E a viagem continua. O próximo post muito provavelmente terá sabor de croissant!


Anal